Notícias | Análise: Razr i

Lançado há pouco mais de um mês no Brasil, o Razr i da Motorola está chamando a atenção do público: com preços competitivos, processador Atom de 2 GHz e Ice Cream Sandwich de fábrica, o aparelho está posicionado no mercado como uma boa opção para quem procura um Android potente e que não custe tanto quanto os tops de linha.


APROVADO

Android Ice Cream Sandwich

O Razr i conta com a versão 4.0 do Android (ICS) instalada de fábrica, o que é uma ótima notícia. Mas, para quem se preocupa em estar sempre atualizado, a Motorola ainda garante a atualização do sistema para o Jelly Bean. Pensando no sistema operacional, são muitos pontos para a Motorola.

Display

O contraste da tela Super AMOLED do Razr i chama a atenção e faz com que todas as cores no aparelho pareçam bastante vivas. Sua resolução de 960x540 qHD (um quarto de Full HD) é uma boa opção para um aparelho intermediário.

O resistente Gorilla Glass garante que seu aparelho não fique marcado com qualquer esbarrão, e isso faz com que a tela do Razr i seja quase indestrutível. Além disso, as 4,3 polegadas de tela, que conta com bordas muito finas, garantem uma visualização melhor para jogos, imagens e vídeos.

Um celular à prova de balas

O Razr i não é tão forte a ponto de barrar um disparo, mas a parte traseira dele é tão resistente que pode aguentar até mesmo as batidas e arranhões mais fortes. A parte com aspecto emborrachado é construída com Kevlar, um polímero tão resistente que é utilizado na fabricação de coletes à prova de balas.
Você pode ficar tranquilo sabendo que alguns elementos, como as laterais em alumínio e o Gorilla Glass, dificilmente terão um aspecto de desgaste, mesmo com bastante tempo de uso. Mas não se impressione: algumas partes do aparelho demonstram fragilidade, mas você saberá mais sobre isso logo abaixo, nos aspectos negativos do Razr i.

Suas fotos em menos de um segundo!

O Razr i traz em sua lateral um botão de disparo. Mesmo que seu aparelho esteja bloqueado, basta selecionar o comando para fazer uma foto. O acesso rápido à câmera faz com que o Razr i se destaque entre os aparelhos com Android disponíveis no mercado atualmente.
Além disso, a velocidade com que a câmera do Razr i trabalha também não deixa a desejar. No modo de disparo sequencial, o smartphone faz mais de 10 disparos em apenas um segundo. Quando o objeto de sua foto estiver em movimento, a opção é uma das melhores formas de garantir bons cliques!

NFC

Embora a tecnologia NFC ainda não faça parte do dia a dia do brasileiro, contar com um gadget com suporte à tecnologia dá pontos extras ao Razr i. Assim, você já vai contar com o sistema assim que serviços comecem a ser oferecidos.

Bateria

Entre os pontos positivos do Razr i, o que mais impressiona é a duração da bateria. Nos testes feitos pelo Tecmundo, o aparelho ficou ligado por mais de 24 horas com uma única recarga. Mas não pense que demos folga para o smartphone: durante todo esse tempo, ele ficou com Wi-Fi, GPS e Bluetooth ativados, além de usarmos o gadget para algumas horas de jogatina, fazer fotos e reproduzir vídeos!
 
REPROVADO

Design

Enquanto outros aparelhos da Motorola, como o Razr, são extremamente finos, o Razr i deixa muito a desejar nesse aspecto. O gadget tem 8,9 mm em seu lado mais fino, praticamente a mesma espessura do Galaxy Note e sendo ligeiramente maior que o iPhone 5 e o Galaxy S3.

Outro problema no visual do Razr i está em sua parte traseira: o gadget conta com uma parte em Kevlar, recorte superior em vidro e laterais em alumínio pintado. A mistura parece interessante, mas na prática acaba deixando o aparelho com um aspecto não tão harmonioso. A falta de suavidade é destacada pelos desenhos existentes na área emborrachada.

Isso faz com que seja possível notar de longe a diferença entre os materiais do aparelho. Além da resistência, a outra vantagem da parte em Kevlar seria a aderência, mas ela acaba sendo perdida, já que a moldura de metal é mais grossa, fazendo com que o aparelho deslize de qualquer forma.
As laterais do gadget têm três parafusos cada, que acabam deixando o acabamento do smartphone um pouco grosseiro. Com o fundo parafusado, o aparelho passa a contar com uma gaveta lateral para a inserção do SIM e cartão SD.

A gaveta não seria problema caso sua abertura não fosse feita por uma haste de plástico, como em aparelhos celulares mais antigos. Além de tudo, o acabamento acaba sendo muito frágil para um aparelho robusto como o Razr i. Caso você não retire seus cartões com frequência, isso não deve ser um problema, mas quem precisa trocar o SIM ou retirar o cartão SD de tempos em tempos pode ter o acabamento destruído em poucos meses.

Processador

Embora o Razr i tenha se saído bem nas jogatinas com games pesados, em testes de benchmark o aparelho deixou muito a desejar. Comparamos o Razr i com um Galaxy Note de primeira geração. O aparelho da Motorola sai em vantagem, com 2 GHz e 970 MB de memória contra 1,4 GHz e 800 MB do Note. No entanto, o processador Atom da Intel, que pela primeira vez aparece em um smartphone, acaba ficando para trás.

Usando o Geekbench 2,  o Razr i obteve 911 pontos no teste, contra 1.318 do Galaxy Note. Mais memória e um processador aparentemente mais potente não foram o bastante para fazer o Razr i ganhar a liderança.

Ou seja: parece que o processador Intel Atom dá conta do recado, mas, com o tempo, o aparelho possivelmente começará a ficar lento. Já é possível perceber uma amostra disso na mudança de telas no menu inicial, que apresenta alguns atrasos na animação.

Imagem do display

O Razr i não deveria ter problemas em sua qualidade de imagens, no entanto, logo que o aparelho é ligado, é possível perceber que menus, fontes e ícones aparecem com um aspecto embaçado, principalmente nas bordas.

O aumento do brilho minimiza a sensação, mas, mesmo com o alto contraste do display, você pode se decepcionar com alguns detalhes, principalmente em menus e em fontes muito pequenas em alguns aplicativos. Isso acaba decepcionando bastante, pois o Razr i é um aparelho com potencial para apresentar melhores resultados.

Câmera

Mesmo contando com 8 MP de resolução, o Razr i não é a melhor opção na hora de fotografar. O aparelho tem um desempenho ruim na hora dos cliques, principalmente caso você queira aproximar uma imagem.
Mesmo em ambientes iluminados, as fotos são cheias de ruídos, situação que se complica mais ainda em ambientes com pouca luz. Durante a noite, pode esquecer o celular de lado: as fotos não agradam nem mesmo aos menos exigentes. Além disso, usar o zoom do aparelho pode ser algo desastroso: o ruído na imagem é tanto que a foto parece ter sido feita com uma câmera VGA.
O aparelho conta com o modo HDR, que corrige um pouco as falhas, mas não chega a resolver o problema. Outra decepção acontece nos vídeos: mesmo com uma resolução de 1080p, bem acima da média, a falta de um estabilizador provoca filmagens completamente tremidas.

Travou? Esqueça...

De todos os problemas do Razr i, o que mais chamou a atenção foi a lateral parafusada do aparelho. Além de problemas como a aba lateral para colocar o SIM e cartão SD, isso cria mais um problema no aparelho: a impossibilidade de retirar a bateria.

Assim como em outros gadget da linha Razr, caso você enfrente problemas de travamento, será impossível forçar o sistema a reiniciar. E, convenhamos, Motorola: com o uso constante do aparelho, isso não é nada impossível de acontecer. Embora seja possível tentar forçar o desligamento do sistema acionando as teclas de bloqueio de tela e volume, não é possível garantir que isso funcione em todos os casos. Além disso, caso a bateria apresente problemas, você fica totalmente dependente da assistência especializada.

Vale a pena?

O Razr i não é um aparelho top de linha e, embora seu desempenho fique na média entre gadgets intermediários, o aparelho demonstra boas respostas em games e reprodução de vídeos. Então, se o seu foco está nisso, pode contar com o Razr i para o que der e vier.

Mas se você quer fazer fotos de qualidade e se sentiu atraído pela câmera de 8 MP do aparelho, pode fugir: o Razr i é cilada. Para quem é muito exigente no visual, ele também pode decepcionar, mas se você precisa carregar um tanque de guerra no bolso capaz de aguentar quedas e arranhões, opte por ele sem pensar muito.

A bateria é o ponto crucial e é o que salva o Razr i de uma nota ruim. Com uma duração de bateria impressionante, ele é o aparelho que nunca vai te deixar na mão. A balança do custo-benefício no Razr i depende muito de suas prioridades.

O aparelho está sendo vendido por cerca de R$ 1.200 sem contrato com operadoras. Pela estrutura e bateria do smartphone, o valor é bom, mas avaliando câmera e processador, o preço é extremamente alto

Imagens:





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Fonte - TecMundo 

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